
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Até o último final de semana, o Brasil não havia colocado um competidor no topo do NRHA Futurity, a maior prova de rédeas do mundo, disputada em Oklahoma City, nos Estados Unidos. E isso mudou a partir de agora.
A responsável pelo feito histórico tem 21 anos, nasceu em Portão e atende pelo nome que começa a circular com força entre os principais centros da modalidade: Maria Luíza Fagundes, a primeira gaúcha e brasileira a vencer o Futurity na categoria Amador.
E ela não venceu “apenas” a prova. Fez mais: conquistou, de forma inédita, os Níveis 1, 2 e 3, montando a égua Nyourwildestdreams — cavalo da raça quarto de milha treinada em Fort Worth, no Texas.
— A característica dela que mais favoreceu ao pódio é que quer sempre quer te deixar feliz, aceita muito bem, tem vontade de colaborar e uma personalidade de agradar — detalhou à coluna.
O talento de Maria Luíza vem desde pequena. Aos três anos, já montava sozinha cavalos, sem medo. Aos sete anos, conheceu a modalidade rédeas e iniciou os treinos na zona sul de Porto Alegre. O talento infantil virou disciplina, rotina e, aos poucos, performance.
O Futurity é considerado a Copa do Mundo dos cavalos de rédeas — e com uma peculiaridade: cada cavalo só pode competir uma vez na vida, aos três anos, aumentando ainda mais a pressão sobre competidores e treinadores.
Em 2025, mais de 720 competidores entre profissionais e amadores participaram da competição.





