
A inclusão de financiamentos tomados para a safra 2024/2025 na relação dos enquadrados no acesso à linha do Programa BNDES Liquidação de Dívidas Rurais era um dos pedidos feitos pelo setor. E veio com a publicação da Medida Provisória 1.328/2025, publicada no Diário Oficial da União. Agora, o Conselho Monetário Nacional (CMN), que se reúne nesta quinta-feira (18), votará alterações na regulamentação.
A baixa adesão à renegociação, que tem um aporte de R$ 12 bilhões anunciados na linha com subsídio, motivou representantes do governo federal a buscar explicações. Representantes dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário e do Banco do Brasil estiveram em Porto Alegre, onde se reuniram com entidades do agro. E receberam uma lista de apontamentos sobre questões que estavam limitando o acesso. Uma segunda reunião foi feita, de forma virtual.
— É um passo à frente, mas não colocar os encargos (na renegociação) nos preocupa. E vamos ver agora o que sai da resolução do conselho — diz Antônio da Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
Ele explica que havia a expectativa por três pontos. A inclusão dos financiamentos da safra 24/25 (duramente impactada pela estiagem no Rio Grande do Sul) — renegociados ou inadimplentes —, dos encargos financeiros cobrados e a mudança no "labirinto burocrático das datas".
— É positiva (a inclusão dos financiamentos 2024/2025), mais produtores com dívida entrarão. Mas o principal são as burocracias, as garantias exigidas. Ainda estamos esperando que saia alguma coisa sobre a simplificação — pondera Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS).
Balanço do BNDES indica que, em dois meses, foi aprovada a liberação de R$ 5,2 bilhões do programa BNDES Liquidação de Dívidas Rurais. Desse montante, R$ 4,8 bilhões foram para produtores do RS.
No total, a linha atendeu agricultores de 642 municípios, distribuídos em 21 estados, em todas as regiões. Foram aprovadas cerca de 19,1 mil operações, com um tíquete médio de R$ 273 mil.




