
O percentual de crescimento projetado para as exportações de frango do Brasil em 2025 é de 0,5%, quase uma estabilidade. O resultado, no entanto, é celebrado pela indústria por um motivo claro: o país teve em 2025 o primeiro caso de gripe aviária em granja comercial. O registro fez com que houvesse a suspensão temporária de embarques para destinos importantes da proteína, como a China, que demorou seis meses para retomar as compras.
— Quando tivemos, em maio, o episódio, pensava quanto por cento de diminuição (das exportações) eu deveria anunciar no fim do ano, mas a resiliência do setor, da avicultura gaúcha foi tão grande que conseguimos buscar essa diferença e chegar a 0,5% positivo (de crescimento) — disse à coluna Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que será um dos entrevistados do programa Campo e Lavoura da Gaúcha deste domingo.
A resposta rápida das autoridades sanitárias, a transparência e a preparação para colocar o plano de contingência em campo foram fundamentais nesse processo. Além disso, houve o trabalho diplomático para a retomada dos mercados embargados.
— Os Estados Unidos, quando tiveram seu primeiro caso (de gripe aviária), as exportações caíram mais de 20%, o mesmo aconteceu com a Europa e outros países — observa Santin.
Neste ano, União Europeia e Estados Unidos, que têm casos, estão com redução de embarques de 1,4% e 7%.
A ressalva fica por conta do embargo que se mantém da China para o frango do Rio Grande do Sul. E que refere-se ao caso da doença de Newcastle, registrado em julho de 2024. O caso foi encerrado ainda no ano passado, mas os chineses seguem com a restrição.
Conforme explica o dirigente da ABPA, os chineses tratam de forma separada os dois casos. Então, embora a suspensão relacionada à influenza aviária tenha sido levantada, persiste o embargo do caso de Newcastle.
— As respostas aos questionários adicionais que (os chineses) fizeram, já foram enviadas. Esperamos chegar no fim do ano com tudo reaberto — completa.





