
Um único cavalo da raça crioula, que tem seu berço no Rio Grande do Sul, mas expande presença no país, movimenta na economia R$ 10,55 mil por ano. Multiplicado pelo rebanho, que soma 508,08 mil animais, o resultado é um impacto de R$ 5,36 bilhões anualmente. É o que aponta o estudo feito em parceria pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) e Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq)/USP e apresentado nesta quarta-feira (3), no parque Assis Brasil, em Esteio.
O valor estimado leva em consideração despesas atreladas às vendas e atividades correlacionadas à criação como médicos veterinários, medicamentos, rações, turismo, vestuário, entre outros. Isso faz com que a raça também impacte na geração de empregos: são 31,3 mil diretos e mais de 130 mil indiretos.
— A cadeia do cavalo movimenta muito, muito mesmo. Emprega muita gente, direta e indiretamente. Essa quantificação foi feita para mostrar a real oferta do cavalo e a movimentação sociocultural no país — destaca Gerson de Medeiros, gerente de expansão da ABCCC.
Ele acrescenta que o "esporte é a mola propulsora da atividade", sendo o foco de 75% dos criatórios do país.
Mais representativo Estado na criação, o RS tem a maior fatia da geração de receita da raça: 80%, o que representa um montante de R$ 4,28 bilhões (frente a u rebanho de 412 mil animais).
O projeto para mensurar o efeito na economia do raça começou no ano passado, com a pesquisa tendo início em janeiro de 2025. Foram 50 horas de entrevistas envolvendo mais de 80 participantes em todo o país — proprietários, extensionistas da raça, treinadores e a diretoria da ABCCC.






