
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
A floricultura brasileira encerra 2025 em plena floração: vendas firmes o ano inteiro, um dezembro igualmente movimentado e previsão de crescimento entre 6% e 8%. E mesmo com um 2026 marcado por Copa do Mundo e eleições — períodos que costumam podar o consumo —, o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) projeta nova alta, desta vez de até 6%.
Quem explica o otimismo é Renato Opitz, diretor do Ibraflor, que acompanha de perto o comportamento do mercado:
— É uma soma de fatores: novas variedades chegando o tempo todo, logística mais rápida e eficiente e, principalmente, diversificação no canal de vendas. Hoje, é comum comprar um arranjo no supermercado durante uma compra de rotina.
E o dirigente acrescenta:
— Durante a Copa, a atenção do consumidor se desloca totalmente. As vendas caem em diversos segmentos, não só na floricultura.
O mapa da flor brasileira
A região de Holambra, no interior de São Paulo, segue como centro de formação de preço e comercialização, respondendo por 70% do volume negociado no país. Minas Gerais aparece como o segundo grande polo, especialmente de flores de corte, como rosas, lírios e astromélias, favorecidas pelo clima mais frio e altitude elevada.
No Sul, o destaque maior está em Santa Catarina, com produção forte para paisagismo. No Rio Grande do Sul, a atividade se concentra em "ilhas de excelência" voltadas à produção de mudas e ao cultivo de flores adaptadas ao clima temperado, em regiões como Santa Maria, Vacaria e Vale do Caí, acrescenta Opitz.






