
A euforia com a retomada das exportações da carne de frango do Brasil para a China se transformou em dúvida para o Rio Grande do Sul. Os frigoríficos do Estado seguem com os embarques suspensos, em uma decisão que causou surpresa e para a qual se buscam respostas.
— Nosso pedido foi sempre no sentido da liberação de todo o Brasil — reforça Luís Rua, secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.
A razão para a manutenção do embargo para o RS teria relação com o registro da Doença de Newcastle, de julho do ano passado. O argumento é o de que a liberação agora refere-se exclusivamente à suspensão em decorrência do caso de influenza aviária, em maio deste ano. Tecnicamente, no entanto, não há motivo para manter as portas fechadas por conta do registro de 2024, que está igualmente resolvido.
Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) afirmaram confiar "na superação das tratativas para a ocorrência já superada pelo setor e pelo país em relação à ocorrência de Doença de Newcastle – situação de agosto de 2024, que continua a impedir os exportadores do Rio Grande do Sul de embarcarem produtos para o mercado chinês".
— Certamente iremos buscar abertura imediata contando com o compromisso e a seriedade que o Ministério da Agricultura vem trabalhando a reabertura de diversos mercados. Todos os requisitos e ações técnicas foram atendidos, então, acreditamos que a solução será breve — acrescenta José Eduardo dos Santos, presidente da Asgav.
A China fechou 2024 na terceira posição entre os principais destinos das exportações de frango do RS. A ausência desse cliente é uma das razões para os embarques do Estado no acumulado do ano ainda registrarem queda.





