
A reabertura da China para as exportações de frango do Brasil tem um peso proporcional ao apetite desse gigante. O país asiático é o destino número 1 da proteína brasileira, levando "para casa" mais de 10% de tudo o que é embarcado. Desde maio, quando houve a confirmação do caso de influenza aviária no Rio Grande do Sul, as portas desse mercado foram fechadas.
A vinda ao Brasil de uma comitiva técnica, para a realização de auditoria, em setembro, era um indicativo de que a volta dos negócios estava próxima. E havia uma expectativa pelo anúncio da reabertura, como antecipou a coluna.
Quase seis meses depois, a comunicação da retomada vem como uma espécie de presente de Natal antecipado, para encorpar os resultados em 2025. No acumulado até setembro, os volumes exportados apontavam queda de 1% e a receita, de 1,5%.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a retomada. O presidente da entidade, Ricardo Santin, afirmou:
— Houve um amplo e altamente profissional trabalho de negociação neste processo, que inclui a renegociação de certificados sanitários para evitar suspensões totais de países em eventuais novas ocorrências.
Para o RS o caso é ainda mais emblemático, e ainda não há a confirmação se o fim da suspensão inclui o produto gaúcho. O Estado não embarca carne de frango para os chineses desde julho do ano passado, quando foi comunicado registro da doença de Newcastle. Por isso, sentiu mais do que o Brasil a ausência do país asiático que, em 2024, fechou na terceira posição entre os principais destinos.




