
O crescimento percentual expressivo da área cultivada com canola no Rio Grande do Sul neste ano promete se repetir (e até ampliar) em 2026. Essa é a avaliação do presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro-RS), Paulo Pires, feita com base no cenário atual:
— Acreditamos em aumentos expressivos da área de canola do Grande Sul (em 2026). Por quê? Porque o produtor teve resultado e liquidez este ano.
Realidade bem diferente da vivida com o trigo: carro-chefe da produção de inverno, enfrenta problemas de preço e de mercado, situação que faz a Fecoagro-RS avaliar que haverá uma redução de área cultivada no próximo ano.
É claro que proporcionalmente, o espaço da canola ainda é pequeno, quando comparado ao principal cereal da safra, mas o potencial que se apresenta para a oleaginosa é o que sustenta as apostas positivas.
— A canola realmente, se expandiu, por exemplo, nas Missões, com um projeto pioneiro de esmagamento. Agora, se expandiu para outras empresas. Isso deu mais visibilidade para a cultura e temos uma estabilidade de produção maior — completa o presidente da Fecoagro-RS.
O uso da canola para a produção de biocombustível entra na relação dos fatores que devem manter em alta o incentivo à cultura. A empresa 3tentos, por exemplo, estima receber cerca de 90 mil toneladas do grão para o processamento na unidade de Ijuí, de farelo e óleo/biodiesel. A projeção é de que em torno de 40 mil metros cúbicos de biodiesel sejam produzidos.
Pelo dado atualizado da safra de inverno da Emater, a produção de canola do RS está estimada em 292,04 mil toneladas, um aumento de 39,85% sobre o resultado em 2024. Em área, a cultura cresceu 19,07%, somando 176,08 mil hectares.





