
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
O tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos agropecuários brasileiros segue produzindo reflexos concretos nas exportações gaúchas. Dados divulgados nesta quinta-feira (13) pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) mostram que, em outubro, as exportações de carne bovina in natura para os Estados Unidos, por exemplo, zeraram — uma queda de 100% em relação ao mesmo mês do ano passado.
— Os Estados Unidos eram um dos principais destinos da carne bovina gaúcha, e a paralisação das compras reflete diretamente o aumento das tarifas e as tensões comerciais recentes — explica Renan Hein dos Santos, assessor de Relações Internacionais da Farsul.
Apesar disso, alguns produtos ainda conseguem atravessar as barreiras americanas. A carne bovina industrializada teve alta de 52% em valor e 40% em volume, mostrando que há espaço para produtos com maior valor agregado mesmo em um cenário adverso.
A China continua sendo o grande destino da carne bovina, com crescimento significativo nas compras durante o mês.
Exportações no total
Mesmo com o revés no setor bovino, o agronegócio gaúcho manteve o desempenho positivo em outubro. O valor total das exportações do Estado somou US$ 2,1 bilhões, sendo 74% provenientes do agro.
Foram embarcados 2,5 milhões de toneladas de produtos — uma queda de 8% no volume, mas aumento de 3% em valor, graças ao desempenho de carnes e fumo.






