O estudo feito pela Embrapa sobre atribuição, ocupação e uso e a das terras no Brasi aponta dois dados relevantes no contexto de preservação. O primeiro: 65,6% do território é destinado à vegetação nativa. O uso agropecuário da terra soma 31,3%.
O segundo número destacado pelos pesquisadores: 29% das áreas destinadas à preservação e à conservação da vegetação nativa estão em imóveis rurais.
— Os maiores agentes de manutenção de vegetação nativa são os produtores rurais — reforça Gustavo Spadotti, chefe-geral da Embrapa Territorial, unidade responsável pelo trabalho.
Dentro desses 29%, 3,4% são áreas de preservação permanente (as APPs), 17,9% áreas de reserva legal e 7,7% são excedente de vegetação nativa (ou seja, a mais do que o percentual exigido pelo Código Ambiental).
— Para cada hectare de área cultivada, tempos 2,1% dedicado ao meio ambiente — compara Spadotti.
Dentro da fatia de uso agropecuário, o maior percentual é de pastagens, seguido pelas lavouras e um pequeno percentual à silvicultura.
O chefe-geral da Embrapa Territorial explica que essa atualização do mapa traz diferenças em relação aos outros três previamente apresentados (em 2016,2018 e 2021) na metodologia. Houve mudança, por exemplo, de sensores de satélites (que ficaram mais precisos).
— A integração das análises espaciais de bases governamentais com os dados de sensoriamento remoto resultou neste retrato detalhado do território brasileiro — explicou Carlos Alberto de Carvalho, analista da Embrapa Territorial.
Os dados preliminares (o estudo será disponibilizado no próximo ano), com os principais resultados, foram apresentados pela chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial, Lucíola Magalhães, no Espaço AgriZone da COP30.


