
Por meio do Ministério da Agricultura, o Brasil buscou explicações junto à China para a manutenção do embargo ao Rio Grande do Sul, após a reabertura para o país. Nesta segunda-feira (10), foi feito um questionamento sobre isso, que agora aguarda resposta.
— Estão em tratativas. E o governo do Estado nos acionou para interagir junto ao Ministério da Agricultura. Ficou preocupado com essa situação que se abriu após a influenza aviária, que foi neste ano, e não para Newcastle, resolvida no ano passado — diz José Eduardo dos Santos, presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).
Chefe da Casa Civil do Estado, Artur Lemos, acrescenta que via Secretaria da Agricultura, o governo se colocou à disposição para "complementar eventuais probatórios que contribuam para atualização da condição da ausência da Newcastle, o enfrentamento e a nossa organização".
— Temos plena confiança na retomada de nossa parceria com a China, tendo em vista que foi o mesmo serviço veterinário oficial estadual que atuou nos dois episódios sanitários registrados no Estado. Ambas as enfermidades integram o mesmo plano de contingência, com procedimentos técnicos semelhantes e executados com rigor pelo serviço veterinário oficial — reforça o titular da Agricultura, Edivilson Brum.
A retomada dos embarques ao país asiático foi comunicada na última sexta-feira (07). A notícia foi comemorada pelo setor, visto que era o último grande comprador que ainda mantinha as portas fechadas após o caso de influenza aviária, em maio deste ano, no RS.
O Estado, no entanto, segue com a restrição, porque a liberação anunciada fazia referência ao caso de influenza aviária, de julho do ano passado. Tecnicamente, no entanto, não faz sentido manter a barreira.
— Acho que teremos uma reversão nos próximos dias, estou bem otimista — projeta o presidente da Asgav.
Para o Brasil, a China é o principal destino de carne de frango. Até maio, havia sido o destino de mais de 10% de tudo o que o país exportou dessa proteína. A volta desse importante comprador fez a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apostar na retomada do crescimento para o ano de 2025.
No caso do RS, os chineses fecharam 2024 na terceira posição entre os principais destinos das exportações de frango.




