
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
A produção de noz pecan, que tem ganhado espaço nos pomares pelo interior do Rio Grande do Sul nos últimos 20 anos, está concentrada nas mãos da agricultura familiar. O “Diagnóstico da Pecanicultura no RS”, apresentado na semana passada, em Cachoeira do Sul, durante o Encontro Nacional de Pecanicultura, mostra que 70,5% dos produtores cultivam a fruta em propriedades com até 50 hectares, muitas vezes integrando o pomar a lavouras e à criação de gado.
Para Claiton Wallauer, presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), a fruta entra como mais uma aposta deste setor na diversificação de culturas:
— É um cultivo que oferece estabilidade econômica e oportunidades de crescimento.
Outro segmento onde a pecanicultura tem despertado interesse, no entanto, é o de perfil empresarial, que investe em pomares de grande escala como alternativa de diversificação econômica.
Desenvolvido pela Secretaria Estadual da Agricultura e pela Emater, o diagnóstico foi apurado durante o ano de 2024, a partir de questionários respondidos por 319 entrevistados de todas as regiões do Estado.




