
Uma das raças mais identificadas com o gaúcho, o cavalo crioulo estará sob nova direção. Foi eleita a diretoria para o período 2026 e 2027, com André Luiz Narciso Rosa como presidente. Ele que é, de longa data, um apaixonado pelo cavalo crioulo, criador, paranaense de nascimento, mas catarinense de coração. Acumula premiações dentro da raça, foi jurado e agora assume o novo desafio. Em entrevista ao Campo e Lavoura, da Rádio Gaúcha, ele falou sobre a expansão dos limites da raça.
Uma das metas para a gestão é ampliar a presença do cavalo crioulo no Brasil. De que forma fazer isso?
Temos exposições pré-estabelecidas, núcleos de criadores, exposições passaportes que fomentam muito o cavalo crioulo nessas regiões e talvez sejam a grande referência do novo criador para estar diante do standard que preconizamos para estar dentro do de Esteio. Essas exposições são relevantes, e fazem parte do processo seletivo. Temos estabelecido, na raça crioula, 14 modalidades esportivas bastante difundidas e muito importantes. Como o laço comprido, que é uma das maiores provas equestres do Brasil, se não o maior movimento do esporte a cavalo no Brasil. Sendo assim, o esporte a gente consegue difundir. Sem falar na atividade agropecuária como um todo que usa o cavalo como ferramenta de serviço. Temos de fazer com que as pessoas experimentem estar a cavalo. Na verdade, a prova do freio de ouro nada mais é do que o gaúcho já faz no dia a dia na sua instância. Esse cavalo foi forjado para o trabalho. Aproximando ou mostrando a ferramenta que o cavalo é, vai conseguir levá-lo para muito mais longe.
Fora do RS, qual é a modalidade que mais abre espaço para a expansão do cavalo crioulo?
É a prova do Freio do Proprietário, que se assemelha ao Freio de Ouro, com o mesmo regulamento. Fora o laço que, para mim, é a maior modalidade equestre do Brasil. O Freio do Proprietário é a réplica do freio de ouro para ginetes amadores. Na verdade, é o proprietário do cavalo que faz os oito movimentos funcionais que cobramos no Freio de Ouro. Ele experimenta a emoção.
Quais os cuidados que se tem com o bem-estar animal?
A associação tem um manual de boas práticas. Desde o início, anterior à prova, temos uma etapa que se chama o vet check (checagem veterinária). É feito por veterinários independentes, que atestam a qualidade, a condição desse animal que adentrou o parque. Fora o exame admissional, que também é um apêndice do processo. Agora, em movimento, vamos atestar que esse animal tem condições de efetuar todas as provas. Fora todo o processo de regramento em função do bem-estar desses animais. Que começa na entrada e se mantém em todo o tempo que está dentro da pista.
Em relação ao mercado, em que momento se encontra a raça?
Em um estudo publicado recentemente pela Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo), se fala em R$ 3 bilhões por ano e em um universo de mais de 400 mil animais. Isso envolve emprego, renda, treinadores, cabanheiros, ferreiros, laboratórios específicos, centro de reprodução.





