
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Enquanto as lavouras de inverno já estão na reta final da colheita no Estado, na produção de verão, o tempo é de plantio, que aos poucos vai ganhando espaço no campo. Na soja, principal cultura da próxima estação, o ritmo é lento: 2% dos 6,7 milhões de hectares previstos foram semeados, conforme o último boletim semanal da Emater. Reflexo, ainda segundo a instituição, de uma combinação de fatores econômicos e climáticos.
Há uma estratégia de parte dos produtores em postergar o plantio de soja. O objetivo é reduzir riscos de falta de chuva em novembro e dezembro, em razão da previsão de La Niña para o período.
Na soja, a estimativa de produção é de 21,4 milhões de toneladas. No entanto, a influência do fenômeno, que tende a alterar o regime de chuvas e provocar escassez hídrica no território gaúcho, pode impactar essa projeção de volume.
O milho é, até agora, a cultura mais adiantada em termos de plantio, de acordo com a Emater. Já foram semeados 75% dos 785 mil hectares estimados, com avanço de um ponto percentual na última semana. A projeção é de uma colheita de 5,7 milhões de toneladas.
No caso do arroz, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) aponta que 57,44% dos 920 mil hectares já estão plantados. O avanço na última semana foi expressivo — 19 pontos percentuais — e impulsionado pelo tempo seco em boa parte das regiões produtoras. A expectativa é de uma produção em torno de 8 milhões de toneladas.


