
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Mais de 20 anos depois de trazer as primeiras sementes de canola para região das Missões, o Grupo Camera colhe agora o fruto do investimento. Inaugura em São Luiz Gonzaga, nesta sexta-feira (3), a sua primeira fábrica de processamento do grão, em parceria técnica com a empresa Celena. O pioneirismo, aliás, é nacional: é também a primeira fábrica de processamento exclusiva para canola no Brasil.
Para Vantuir Scarantti, presidente da Associação Brasileira de Produtores de Canola (Abrascanola), é um marco para todo o setor produtivo:
— Vai girar a chave e impulsionar um ganho de área a passos largos dentro do Estado, que já detém 90% da produção de canola no Brasil.
Diretor de Commodities do Grupo Camera, Junior Rosa de Almeida acrescenta:
— Trata-se de um passo fundamental para a diversificação das culturas de inverno no Rio Grande do Sul, e para a consolidacão da canola, trazendo inovação, competitividade e novas oportunidades para o produtor e para a agricultura gaúcha.
A unidade começou a ser construída dentro do parque fabril da empresa em setembro de 2024. Na época, o espaço contava com uma fábrica de processamento de soja, com capacidade para absorver 1,5 mil toneladas do grão por dia. Desde junho deste ano, o parque recebeu um upgrade. Conta agora também com a unidade capaz de processar 750 toneladas de canola diariamente. O produto vai ser direcionado, em sua maioria, para a produção de biodiesel.
Até então, os dois grãos eram processados na mesma estrutura, exigindo a parada de uma operação para dar início à outra.
Com o investimento, houve a contratação de 50 pessoas.



