
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Na noite mais elegante do vinho brasileiro, a Avaliação Nacional de Vinhos, não foram apenas taças que se ergueram para celebrar a safra. Em meio à degustação da produção, um lembrete estampou os telões na ocasião: “Vinho legal é o que respeita a lei, o produtor e o consumidor”.
A mensagem é da Campanha Vinho Legal, movimento de entidades representativas do setor vitivinícola que vem ganhando força em todo o país para reforçar algo que vai muito além da escolha de uma garrafa. E que entra em nova fase agora, com um chamado à responsabilidade — de quem produz, de quem vende e de quem brinda.
Durante o evento, Heloisa Bertoli, presidente do Sindicato da Indústria do Vinho de Minas Gerais (SindVinho-MG), da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Uva e comentarista de uma das 16 amostras conhecidas na ocasião, resumiu o espírito com uma frase:
— O verdadeiro vinho legal está sendo degustado aqui.
O vinho legal é aquele que, da terra à garrafa, "traça" um caminho dentro da legalidade — com registro no Ministério da Agricultura, rótulo completo e rastreabilidade garantida. Envolve o trabalho de centenas de famílias e cooperativas que investem em qualidade, inovação e transparência.
O contrário disso são vinhos e espumantes clandestinos, sem controle de origem, sem fiscalização e, muitas vezes, sem segurança. Heloisa lembra ainda que produtos como esses podem conter substâncias nocivas e que colocam em xeque não só a saúde do consumidor, mas também a credibilidade de um setor que movimenta economia e cultura.
Como identificar um produto ilegal
Verifique:
- Informações obrigatórias no rótulo e contrarrótulo, como o nome do produtor, do importador e o registro no Ministério da Agricultura
- No caso dos importados, o contrarrótulo em português também é exigência legal




