
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
No Dia de Finados, que, neste ano, cai em um domingo, flores ganham um papel duplo: acompanham visitas aos cemitérios e também habitantes de casa, junto a porta-retratos, varandas e jardins. Para o setor, o momento é de aquecer vendas: o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) estima alta de 7% em relação a 2024.
No Brasil, a data representa 3% do comércio anual de flores, com destaque para crisântemos e kalanchoes. No Rio Grande do Sul, o movimento é mais discreto — entre 2% e 3% — já que a cremação cresceu e visitas aos cemitérios diminuíram, principalmente nas cidades maiores.
— Nas cidades pequenas, o costume resiste, nas grandes, as homenagens se reinventam — observa Walter Winge, presidente da Associação Riograndense de Floricultura (Aflori).
Para Renato Opitz, presidente do Ibraflor, no entanto, a mudança do consumidor não enfraquece o mercado, apenas o transforma:
— Flores carregam memória, carinho e respeito, símbolos que atravessam gerações.





