
Uma reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN) prevista para esta quinta-feira (9) deve ampliar a lista de municípios do Rio Grande do Sul com produtores aptos a buscar a linha de renegociação das dívidas. Essa é a sinalização do deputado federal Paulo Pimenta após reunião com o Ministério da Agricultura. Mais 56 cidades se somam às 403 divulgadas em relação anterior.
— Esses municípios todos têm pelo menos três decretos de emergência ou de calamidade nos últimos cinco anos. E esse foi o critério — explicou Pimenta à coluna.
A proposta feita para a inclusão desses 56 municípios precisa ser homologada pelo CMN. A ausência de cidades que são importantes polos de produção do Estado e que acumularam perdas em razão de problemas climáticos vinha sendo apontada como motivo de preocupação pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).
A entidade divulgou um levantamento na segunda-feira (6) indicando que as dívidas estressadas (com inadimplência há mais de 90 dias ou renegociadas) somavam R$ 2,7 bilhões em 92 locais deixados de fora. Bagé, Júlio de Castilhos, Itaqui, Quaraí, Rosário do Sul, Pedras Altas e Pinheiro Machado são alguns dos exemplos.
Sobre a ampliação, o economista-chefe da federação, Antônio da Luz, diz que é preciso, primeiro, que saia:
— Ainda vão ficar alguns municípios (de fora) que a gente seguirá trabalhando dentro do que foi possível. Tem dois municípios que não dependem da mudança de resolução. Foram tirados por erro nas contas, Eldorado do Sul e Itaqui, se a gente aplica a metodologia que o governo expressou na resolução, deveriam entrar.
O economista reforça que o modelo defendido para critérios de inclusão dos municípios é o que embasou o projeto de lei 5.122, que tramita no Congresso Nacional:
— Tem toda a base técnica que a gente construiu, tanto que avançou. A medida provisória ajuda, mas é insuficiente e chega tarde.





