
A reabertura da União Europeia ao frango produzido no Brasil traz de volta ao mercado um importante destino da proteína. A suspensão estava vigente desde a confirmação de foco de gripe aviária no Rio Grande do Sul, em maio deste ano. A retomada dos embarques se dará de forma escalonada.
Para o país, exceto o RS, podem ser exportados itens produzidos a partir de 18 de setembro. O Estado, excluída a área do foco, a partir do dia 2 de outubro. No raio de 10 km em torno da granja do caso, a partir de 16 de outubro.
O bloco é o sexto principal comprador de frango do Brasil. E sua ausência era sentida nos negócios. Entre janeiro e maio, mês da suspensão, as exportações de carne de frango para a UE somaram 125,3 mil toneladas, crescimento de 20,8% sobre igual período de 2024. Em receita, foram US$ 386,3 milhões, alta de 38% em igual comparação.
Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que com a retomada "a expectativa do setor é que as exportações se restabeleçam nos patamares anteriormente praticados, com possibilidade de incrementos devido à demanda reprimida durante este período de suspensão".
A chegada de uma missão chinesa ao país, que passará pelo RS, também traz a perspectiva de reabertura do país asiático, último dos grandes destinos com restrições em vigência.


