
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Do Pampa às pistas europeias, o cavalo crioulo segue em trote firme rumo à divulgação internacional da raça. Entre os dias 6 e 8 de novembro, a cidade de Cremona, na Itália, será palco da 4ª edição do Freno de Europa — uma versão europeia do tradicional Freio de Ouro. O evento reunirá 30 exemplares de países como Áustria, França e Alemanha, que irão demonstrar, na arena italiana, suas aptidões em testes de morfologia e provas funcionais.
De acordo com André Luiz Narciso Rosa, vice-presidente de Modalidades Seletivas e Exposições Morfológicas da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), levar a principal prova da raça para o Velho Continente é uma forma de vitrine:
— O Freio de Ouro é um case de sucesso.
Neste ano, a novidade estará na realização do evento, que ocorrerá simultaneamente à Fiera Cavalli, maior feira equestre do mundo. Pela primeira vez, o "Freno" contará com o Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos na Itália (NCCC Itália), entidade recém-criada e vinculada à associação brasileira no país europeu. Indicativo do início da consolidação da raça na região.
A prova, no entanto, já foi realizadas outras três vezes. Surgiu a partir do projeto Em Busca do Cavalo Crioulo, criado em 2017, por Fagner Almeida, executivo de Comunicação da ABCCC.
— (Nesse projeto,) conhecemos criadores encantados com a raça. Que sabiam, por exemplo, nomes de ginete que acomapanhavam pelas redes sociais. Decidimos, então, investir — conta Almeida.
O próximo passo, acrescenta o executivo da ABCCC, é o melhoramento genético da manada na Europa. Já há projetos em andamento para enviar três garanhões ao Velho Continente para isso. A iniciativa é praticamente sem fins lucrativos. Os criadores europeus apenas pagarão pelo transporte dos animais.


