
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Um pedacinho da produção de azeite de oliva extravirgem gaúcho volta a marcar presença no Cais Embarcadero, em Porto Alegre, entre os dias 3 e 5 de outubro. Um ano após a enchente, o público poderá, mais uma vez, conhecer, inclusive, pelo paladar, os sabores produzidos no Estado nos três dias de Olivas no Cais.
Organizado pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) em parceria com o Cais Embarcadero, o evento é visto como um marco de retomada. Para Flávio Obino Filho, presidente do Ibraoliva, a realização da feira tem um significado especial:
— É uma retomada simbólica, não só pelo recomeço após a enchente, mas também pela própria oliveira, que é o símbolo da olivicultura. É uma árvore resiliente: resiste à seca, à umidade, pode até deixar de produzir, mas sobrevive, rebrota e volta com força. Os produtores de azeite brasileiros são o reflexo dessa resistência.
Além da comercialização de rótulos premiados de 16 produtores, o evento sediará uma reunião do Conselho Oleícola Internacional, com participação de representantes da Tunísia, Espanha e América Latina. O encontro terá como foco a promoção do consumo de azeite de oliva no Brasil.
O ponto alto será no domingo (5), quando cerca de 50 donos de restaurantes participarão de uma degustação para conhecer de perto alguns dos azeites produzidos em diferentes locais.

