
Depois de safras em sentidos opostos, Brasil e Rio Grande do Sul seguem colhendo diferenças nas projeções iniciais feitas para o ciclo 2025/2026 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O país tem a perspectiva de colher nova marca histórica, com a produção de grãos estimada em 353,8 milhões de toneladas. O número representa um aumento de 1% sobre este ano, quando bateu recorde.
No RS, o cenário é de recuperação para a soja, que pode somar 22,44 milhões de toneladas, aumento de 35% sobre a colheita deste ano. Se confirmado, o resultado colocaria os gaúchos de volta no caminho interrompido pela sequência de estiagens — o ano da enchente acabou não sendo tão ruim quanto os de falta de chuva.
— Temos perspectivas mais favoráveis para o Estado nesta safra, impulsionadas pela expectativa de recuperação da produtividade da soja, com produção estimada em 22,4 milhões de toneladas. Se as condições (climáticas) se confirmarem, o Rio Grande do Sul terá uma safra de grande relevância para a produção nacional — disse o presidente da Conab, Edegar Pretto.
Pelo levantamento da Conab, a área de soja promete crescer 1%, somando 7,17 milhões de hectares. Uma condição diferente da mapeada pela Emater, por exemplo, que projeta recuo de 0,8%.
Para o arroz, há uma estimativa de queda de área, de 3%, com 938,2 mil hectares cultivados. Também acima do que capturou a intenção de plantio do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
A redução de área tem relação com o momento difícil de preços da cultura. Os valores atuais seguem em queda, próximos ao mínimo estabelecido.
Milho
A produção de milho gaúcha está projetada em 5,4 milhões de toneladas, leve recuo de 0,1% sobre a safra passada, diante de uma alta de 14,2% em área ocupada pelo grão.





