
É a partir da Expointer também que começam as ser conhecidos os contornos da safra de verão. Nesta segunda-feira (1), o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) apresenta o levantamento inicial da cultura. Há uma grande expectativa com relação a área a ser semeada no Estado, que responde por 70% da produção do país. Entidades representativas do setor têm orientado uma redução por conta do cenário atual, com preços em queda acentuada.
A Federação da Agricultura do Estado (Farsul), apontou a necessidade de uma diminuição de 8% no espaço do arroz no Rio Grande do Sul e de 30% no resto do país. O objetivo é trazer equilíbrio e evitar uma crise na atividade. Economista-chefe da entidade, Antônio da Luz comparou as perspectivas para o próximo ano a um iceberg que é avistado — e do qual ainda é possível desviar. Nesse caso, com um ajuste de área, deixando de lado talhões de menor produtividade e apostando naqueles de maior rendimento.
Também nesta segunda, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresenta nova medida de apoio para o setor arrozeiro, no ciclo 2025/2026. Deve ser uma rodada de contratos de opção de venda, agora voltados à produção que será colhida em 2026. Os leilões dessa modalidade foram realizados recentemente para a atual safra e tiveram quase 100% de adesão. A medida, no entanto, é alvo de questionamentos de entidades do setor, contrárias a iniciativas de intervenções no mercado.



