
Os prognósticos apresentados para a safra 2025/2026 pela Emater são, em linhas gerais, de recuperação. A produção de grãos de verão está estimada em 35,32 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 27,3% sobre a do ano passado, quando nova estiagem fez o volume encolher.
Principal cultura da estação, a soja traz um marco importante. Apesar de pequeno, o recuo de 0,8% na área põe fim a uma sequência de quase duas décadas de ampliação do espaço dedicado ao grão. Caem também, nesse quesito, os números do feijão e do arroz. No total, serão 8,47 milhões de hectares em que as culturas de verão serão plantadas, uma diminuição de 0,5% em relação à safra anterior.
As maiores reduções do plantio da soja acontecem em Porto Alegre (5,75%) e em Bagé (5,73%), e variam conforme cada região da Emater.
— É importante a questão das ambiências. Cada região tem vocações específicas. Norte, Noroeste, Oeste têm áreas consolidadas no cultivo de grãos, que cada vez mais vêm sendo aperfoiçadas no posiconamento das culturas _ pondera Claudinei Baldissera, ditreto técnico da Emater.
Nas regionais de Ijuí, Santa Rosa e Soledade, a área estimada será maior do que a do ano passado (comparadas as projeções iniciais dos dois ciclos).
— Nas regiões de maior vulnerabilidade climática, é importante também que o produtor olhe, analise o histórico que a Emater e outros órgãos produzem para a tomada de decisão adequada a enfrentar condições que podem ser adversas —acrescentou Baldissera.
Outro ponto a ser considerado com relação à área é a situação econômica dos produtores. A sequência de problemas trouxe endividamento, com um passivo para o qual ainda é necessário uma solução.
A estimativa, entretanto, é de uma produção de soja maior: 21.440.133 toneladas projetadas, ante as 13.643.936 colhidas na safra passada. A produtividade esperada é de 3.180 quilos de soja por hectare, 58,29% acima de 2024/2025.



