
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Depois de virar atração nacional com o Cristo Protetor, Encantado — que ostenta um suíno em seu brasão e é conhecida como a "Capital da Suinocultura" — prepara um novo chamariz para a cidade. É o Museu Brasileiro da Suinocultura, lançado, oficialmente, durante a 48ª Expointer. O projeto une esforços públicos e privados para preservar a história do setor produtivo e terá como "casa" o município do Vale do Taquari — mais especificamente, o Parque João Batista Marchese, onde ocorre a Suinofest.
Com investimento estimado em R$ 8,5 milhões e previsão de inauguração para 2027, o museu será o segundo maior do mundo dedicado exclusivamente à suinocultura. Em 1.870 metros quadrados, o espaço reunirá história, inovação e sabor, com exposições interativas, auditórios, um restaurante temático e uma vasta coleção de mais de 32 mil itens que contam a trajetória do setor no Brasil. Para os amantes da gastronomia, o restaurante promete ser uma atração à parte, com pratos exclusivos à base de carne suína, celebrando a cadeia produtiva também pelo cardápio.
A ideia do museu nasceu da doação de um acervo pessoal único, reunido ao longo de décadas por Sandra Pfuller, uma empresária apaixonada pela suinocultura. São documentos, equipamentos raros, publicações e até um javali empalhado.
Para Gilberto Piccinini, presidente do conselho de administração da Dália Alimentos e da Associação do Museu Brasileiro da Suinocultura, o museu será mais do que um local para guardar objetos antigos:
— Será um espaço de memória, mas também de inovação e educação, onde passado, presente e futuro se encontram.




