
Para efetivar as contratações das linhas que viabilizarão a renegociação de produtores gaúchos, há uma etapa final do rito a ser cumprida: a publicação de circular do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O documento diz como será feita a operação do crédito, o que, na prática, é imprescindível para que os bancos possam efetivar os pedidos. Ou seja: para agricultores enquadrados nos critérios trazidos pela resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) publicada na sexta-feira.
É apenas uma questão de tempo, mas o relógio da safra que precisa ser plantada corre em ritmo inversamente proporcional ao da burocracia necessária. É o conjunto da espera que torna esse trecho final o mais difícil de esperar. Economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Antônio da Luz lembra que a primeira reunião com o Ministério da Fazenda sobre o tema ocorreu em 26 de fevereiro.
Duas linhas de crédito foram abertas para essa renegociação. Uma conta com os R$ 12 bilhões em recursos anunciados pelo governo federal durante a Expointer. Tem juros mais baixos, de 6% a 10% conforme o tamanho do produtor, nove anos para pagar e um de carência. A outra é com recursos dos bancos, em que as taxas são negociadas entre as partes.




