
O governo do Estado prepara uma 3ª fase do programa Irriga +, que subsidia projetos de irrigação, e poderá ser lançada na 48ª Expointer. Na 2ª etapa, encerrada em julho, foram recebidos 1.142 propostas, o que representa um crescimento de 332% em relação ao primeiro ciclo.
Esse aumento na procura pode ser explicado por uma combinação de fatores na avaliação Paulinho Salerno, subsecretário de Irrigação da Secretaria da Agricultura. A começar pelo climático. No primeiro ciclo, em 2024, as enchentes acabaram minando o interesse — o foco, naquele momento, era lidar com os estragos deixados pelo excesso de chuva.
O maior tempo para o edital da segunda fase, que teve prazo ampliado, é outro motivo apontado, além do teto maior de subsídio, de R$ 100 mil.
— A estiagem também contribuiu — responde Salerno, em relação a nova safra de verão impactada por falta de chuva no RS.
Quando foi apresentado o programa, em fevereiro de 2024, o valor total anunciado para aporte em subsídios foi de R$ 213,2 milhões. Os dados da 2ª fase ainda estão sendo compilados, mas o investimento a ser feito deve passar de R$ 50 milhões.
Também deverão ser acrescidos 23 mil hectares com o uso do sistema, um pouco acima dos 20 mil hectares estimados. O desafio de fomentar o uso da ferramenta segue , visto que os percentuais irrigados ainda são pequenos.
Conforme dados da Radiografia Agropecuária Gaúcha de 2024, só 3,2% da área cultivada com soja é irrigada. No milho, 15%. Neste ano, o ciclo de verão teve uma redução de 24,6% na produção em razão da falta de chuva.

