
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Antes dos grandes campeões desfilarem pela pista central do parque Assis Brasil, quem entra em cena é a arte. Neste sábado (30), às 19h30, a Ópera Gaúcha volta à Expointer com um espetáculo criado para homenagear quem constrói a história do Estado com as mãos: agricultores, pecuaristas, artesãos, empreendedores e artistas. Batizado de “O Legado de um Povo”, o show é gratuito e contará com mais de 20 cantores, banda ao vivo e danças tradicionalistas.
— A gente abre o chão que os animais vão pisar nos dias seguintes. É como se a música fosse preparando o território — resume o diretor e roteirista Sir da Cunha, também conhecido como Kako.
Com direção musical de Gustavo Brodinho, coreografias de Emerson Ribeiro e produção executiva de Marquinhos Kroeff, a Ópera Gaúcha chega, neste ano, à sua quinta edição. E, desta vez, a produção abraça o tema oficial da 48ª Expointer — “Nosso futuro tem raízes fortes”.
— Só chegamos até aqui por esse legado. A Expointer é vitrine da produção, mas também do espírito do nosso povo — reforça Kako.
Durante os 50 minutos de apresentação, o público vai acompanhar interpretações marcantes de músicas como “Origens”, “Gaúcho Coração” e “Guerreiras da Paz”, embaladas por um elenco que reúne nomes como Ernesto Fagundes, Shana Müller, José Alberto Andrade e outros representantes da cultura gaúcha.
Na dança, os CTGs Rancho da Saudade e Tiarayú levam à pista coreografias que misturam tradição e contemporaneidade.
Ao todo, são cerca de 200 profissionais envolvidos no espetáculo, incluindo técnicos, artistas e produção.



