
Com o tarifaço dos Estados Unidos já em campo, o contra-ataque do time sofreu o "pênalti" da taxação precisa sair o quanto antes. É por isso que há pressa em conhecer medidas de apoio sinalizadas pelo governo federal — e esperadas para esta terça-feira.
Um dos segmentos impactados pelas tarifas, a indústria de máquinas agrícolas, acompanha o tema com atenção. Carolina Rossato, vice-presidente do Simers, ressalta que há três pontos estão no radar de atenção máxima. O primeiro, a redução da demanda por equipamentos em atividades como a produção de café e na pecuária, dois dos mais afetados pelo tarifaço americano.
Há ainda a questão dos investimentos feitos por fabricantes ao longo dos últimos 20 anos para acessar o mercado dos EUA — terceiro principal destino das exportações gaúchas desse segmento.
Por fim, a não aplicação da lei de reciprocidade pelo Brasil é considerada essencial para evitar a inflação da cadeia de suprimentos, já que muitos componentes das máquinas agrícolas vêm dos EUA.
Sobre uma das ações sinalizadas, a de criação de linhas de crédito, a dirigente do Simers observa:
— Uma linha com juro reduzido e que realmente chegue ao acesso das indústrias pode auxiliar nesse momento de parada dessas exportações que já estavam no planejamento e orçamentos dos fabricantes, assim reduzindo os impactos.
Carolina reforça que há "grande preocupação em manter os empregos e continuar a qualificação das pessoas". Gedeão Pereira, presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul) e diretor de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entende que abrir novos mercados para produtos afetados é um caminho mais promissor:
— Uma medida que o Ministério da Agricultura quer agilizar é a abertura do Japão para a carne (bovina). Temos de seguir ampliando mercados.
Uma comitiva brasileira desembarcou no país asiático nesta segunda-feira (11) com esse objetivo — em um primeiro momento, o acesso seria para os três Estados do Sul.
Com relação a linhas de crédito questiona de que tipo seriam e que juro teriam. Ele lembra que a renegociação para produtores gaúchos endividados após sequência de problemas climáticos ainda é buscada.





