
Depois de ouvir a alternativa do governo federal para a renegociação do passivo acumulado por produtores gaúchos, entidades do setor apresentaram uma contraproposta, contemplando questões consideradas importantes. Como a do valor a ser utilizado: no lugar dos R$ 10 bilhões apontados incialmente, R$ 25 bilhões. A serem utilizados em dois momentos: R$ 15 bilhões neste ano e R$ 10 bilhões em 2026.
Também é visto como crucial que entrem na renegociação dívidas com cerealistas, cooperativas, distribuidores de insumos, entre outros, ou seja, de financiamentos tomados fora das instituições financeiras tradicionais. Da mesma forma, que sejam incluídos passivos de financiamentos a juro livre.
Pontos que foram levantados na reunião com representantes da Federação da Agricultura do Estado (Farsul) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS) e do governo federal, entre eles Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. E que constam em documento encaminhado ao senador Luis Carlos Heinze, que fez a interlocução inicial da alternativa proposta pelo governo.
Do encontro, saiu ainda um tema de casa que será feito pela assessoria econômica da Farsul. É um levantamento, junto às instituições financeiras, de quantos produtores ficariam dentro e quantos ficariam de fora dentro dos limites estabelecidos para a renegociação. O dado deve ser entregue na próxima segunda-feira (1º).
Paralelamente, segue tramitando no Senado o projeto de lei 5122, aprovado na Câmara e que prevê o uso de recursos do Fundo Social para a repactuação de dívidas.






