
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
No cardápio de produtos do agro que poderão ser impactados com o tarifaço de Donald Trump, o mel — gaúcho e brasileiro — é um deles. Destino de quase 80% da exportação do produto no Brasil, os Estados Unidos poderão inviabilizar os embarques da matéria-prima das abelhas caso a taxa adicional de 50% seja, realmente, aplicada.
Embora a medida ainda não tenha sido assinada — a perspectiva é de que entre em vigor no dia 1º de agosto —, a coluna apurou que já há contratos sendo desfeitos com importadoras americanas.
Para o presidente da Câmara Setorial de Apicultura do Estado, Patrick Lüderitz, a principal preocupação com o tarifaço é no preço do mel brasileiro:
— Com a redução no volume de vendas, haverá muito produto no mercado.
Em 2024, 53% de todo o mel produzido no Brasil foi destinado à exportação para os Estados Unidos. O que gerou mais de US$ 78 milhões de receitas, representando um crescimento de 16% em relação ao ano anterior.
Em nota, a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) lembrou também que "a cadeia produtiva do mel no Brasil é majoritariamente composta por pequenos produtores e agricultores familiares". E acrescentou: "o aumento tarifário imposto pelos EUA tende a gerar impactos econômicos diretos e imediatos sobre esses produtores, comprometendo sua atividade seu sustento".





