
Sob o efeito das suspensões após o caso de gripe aviária, o mês de junho fechou com queda nas exportações de frango do Brasil. Nos números do país, divulgados nesta segunda-feira (07) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as 343,4 mil toneladas embarcadas representam uma redução de 21,2% na comparação com igual mês de 2024. Para o Rio Grande do Sul impacto sentido foi maior: 31,3% de queda.
No acumulado do primeiro semestre, o impacto fica diluído. Em volume, houve leve diminuição, de 0,5%. Em receita, no entanto, o período fechou com alta de 5%. Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin avalia que o efeito real dos embargos acabou ficando "inferior ao que se chegou a especular":
— Com a publicação da autodeclaração do Brasil de livre de influenza aviária junto à Organização Mundial de Saúde Animal, a maioria dos mercados retomaram o fluxo das exportações e outros deverão restabelecer em breve. A expectativa é de que ocorra uma significativa evolução nos níveis dos embarques neste segundo semestre, ampliando o resultado positivo esperado para este ano.
A retomada de negócios tem ganhado ritmo após o resgate do status sanitário, mas players importantes como China, Chile e União Europeia mantêm restrições. No caso do RS, o semestre terminou com decréscimo de 1,62% na quantidade embarcada e de 0,68% na receita gerada no período.
Vale lembrar que o Estado ainda enfrentava algumas suspensões em razão do foco da doença de Newcastle verificado em 2024. China e Chile estão entre os destinos que estavam nessa condição.
A expectativa, agora é, pela recuperação das vendas a esses países que têm fatia importante das compras de frango produzido no RS.

