
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Faltando pouco mais de um mês para a 48ª Expointer, os preparativos no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, seguem em ritmo acelerado. À frente da organização, a subsecretária Elizabeth Cirne Lima detalha, neste domingo (20), no Campo e Lavoura da Gaúcha, novidades desta edição. Confira trechos abaixo.
Como estão as licitações necessárias para a execução da feira?
Tínhamos dois serviços, o da bilheteria e o do estacionamento, como um único contrato. Como vínhamos recebendo feedbacks negativos, resolvemos dividir, neste ano, essa licitação em duas, uma para cada serviço. A empresa da bilheteria, já foi selecionada, está se preparando para começar os trabalhos no início da próxima semana no parque. A licitação do estacionamento acontecerá no próximo dia 25, é uma das que ainda não está com a empresa definida. A segunda, marcada para o dia 30, é a licitação estrutural, em que se contratam vários serviços estruturais dentro de um mesmo processo: segurança extra, limpeza, montagem, instalação do alojamento de peões, etc. Teremos, então, a definição de todas as empresas que trabalharão conosco antes de agosto.
Está prevista uma série de melhorias no parque para a Expointer deste ano, como a ampliação da área de estacionamento...
O pregão do estacionamento será ba próxima sexta-feira, dia 25. Por mais que estejamos trabalhando na expansão, compõe hoje a licitação o mesmo número de vagas que se tinha em 2024 porque o processo começou em janeiro. No entanto, estamos trabalhando para ampliar desde janeiro a área. Neste ano, tivemos novamente uma pequena enchente, chegamos a ter áreas alagadas onde se projetava essa expansão do estacionamento, que fica próximo à BR-448. Isso atrasou de novo toda a expansão que vinha sendo feita. Não se tem certeza se vamos conseguir ampliar em número expressivo o que vínhamos trabalhando, de mais 2 mil vagas, para esta Expointer. Temos uma outra área , mais próxima à BR-116, que recebemos autorização de uso por conta de uma legislação de meio ambiente que foi alterada. Ali também estamos trabalhando em uma expansão de estacionamento, com mais 500 vagas.
Com que espírito se chega à essa edição, depois de mais um ano marcado por desafios climáticos?
Temos sempre um sentimento muito positivo de expectativa em relação à Expointer. A feira é um palco onde muitas novidades são trazidas, em termos de tecnologia e lançamentos de produto. Há sempre também muita emoção de participar das provas de seleção animais. É na Expointer que o resultado do ano de trabalho do agro é visto. Ao mesmo tempo, aqui (o parque Assis Brasil) é um palco de discussão de políticas públicas para o setor e de reuniões técnicas. E temos, neste momento, paralelamente às questões das mudanças climáticas que acometeram o Estado, a pauta da renegociação de dívidas.
Se espera superar os números da edição passada?
Na Expointer, acontece uma mágica. O setor projeta algumas reduções em comercialização e, quando a gente vê, tem superação dos números. Isso acontece porque a feira é muito grande, e vende não só para gaúcho. O RS é o maior parque de máquinas do agro do Brasil. Isso quer dizer que tem compradores de Mato Grosso, Pará, Piauí, São Paulo que vêm até a feira porque aproveitam as linhas de crédito oferecidas na Expointer para adquirir máquinas. Então, não é uma fotografia apenas da economia do RS, mas do Brasil e do Cone Sul como um todo.


