
Polo de produção de azeite de oliva extra virgem, o Rio Grande do Sul está promovendo a avaliação para obtenção do selo premium. Foram encaminhadas, na última semana, 31 amostras para análise. Diretor-geral da Secretaria Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Sandro Kirst participou do Campo e Lavoura da Gaúcha no domingo (6) e trouxe detalhes sobre esse processo — e a certificação. Confira trechos da entrevista.
Qual a importância de ter um selo de identificação do produto Premium?
A Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia propõe identificar linhas de produção aptas a terem melhoria no processamento. A ideia é que consigamos estabelecer inovação dentro da linha de produção desses produtos acabados, agregando um valor de mercado diferenciado. Por isso, o selo Premium. Além do azeite de oliva, temos outras três linhas: da carne bovina, da de cordeiro e da cachaça, que sofrem processos semelhantes, na ideia de que possamos qualificar o processo, garantindo que parte da produção desses quatro clusters chegue ao mercado com uma condição diferenciada, entregando um produto diferenciado e também agregando valor.
No selo premium do azeite de oliva, 31 amostras foram submetidas à análise. Como é esse processo?
No caso do azeite de oliva, o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), com sede no Rio Grande do Sul, construiu conosco a metodologia. O produtor precisa fazer a inscrição. Tem de apresentar toda a documentação, como a ertificação da área de produção. Precisa estar formalizado como produtor de azeite, não necessariamente vinculado ao Instituto Brasileiro de Oliva, mas ter toda regularização administrativa e jurídica. Precisa informar qual a quantidade colhida. Isso garantirá que, no final do processo, só receberá os selos dentro do volume que produziu. Como começa o processo? Primeiro, tem a análise da documentação. Aí vai para a análise físico-química, do produto em laboratórios certificados. Se passa por essas duas etapas, está habilitado para a terceira e última, que é a análise sensorial. Temos hoje 21 painelistas, 19 participaram dessa avaliação, que são treinados dentro de padrões internacionais. A partir desses resultados, começamos a tabular quais dessas 31 amostras poderão ser consideradas premium.
A partir de quando as pessoas já podem procurar o selo de produto premium às amostras dessa safra?
A colheita é no verão, o processamento, entre março, abril e maio. Em junho e julho, há a disponibilização desses produtos. Por isso, fazemos toda a avaliação neste momento e, a partir de agosto, setembro, já temos as respostas desse processo, e os produtores que tiverem suas produções avalizadas dentro do Premium recebem imediatamente o selo. Então, diria que a partir de setembro já dá para encontrar esses produtos no mercado.


