A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.

Não será à base de proteínas vegetais, nem cultivado em laboratório. O leite do futuro já existe, e está sendo produzido dentro da pecuária, seja ela bovina, ovina ou caprina. É o que entende Luiz Gustavo Ribeiro, professor na universidade de Copenhagen, na Dinamarca, que participou do segundo dia da 3ª Jornada Técnica da Rede Ténica de Cooperativas (RTC), que encerrou na última sexta-feira (30), em Gramado, na Serra. Esse, aliás, fez parte do tema central da série de palestras e seminários deste ano: o futuro do agronegócio.
— O leite continuará sendo leite. Tem muito mais nutriente do que as bebidas que imitam o leite. E é mais saudável, por ser natural, e não ultraprocessado — argumenta Ribeiro.
No entanto, para garantir esse futuro, o professor universitário lembrou, durante o evento, que o setor produtivo necessita intensificar ações de sustentabilidade dentro da propriedade — o que é e será almejado pelo consumidor do futuro.
— É contar a nossa história, nós já estamos fazendo o dever de casa — frisa, referindo-se, entre as ações, à necessidade de comunicação.
Ribeiro também acrescenta a quantificação e a redução das emissões de gases de efeito estufa, a nutrição do solo voltado a pastagens, a gestão da água, a saúde e segurança do trabalho, o bem-estar animal e o manejo de dejetos como outros indicadores importantes para o produtor manter no horizonte do seu trabalho. São "oportunidades", explicou à coluna:
— Toda vez que o produtor faz uma capacitação técnica e melhora seus indicadores de produção, consequentemente, melhora os indicadores de sustentabilidade dentro da porteira.
Essa, inclusive, é a principal diferença que existe, hoje, na sua avaliação, entre a pecuária leiteira do Brasil e da Dinamarca, por exemplo, onde leciona: a eficiência produtiva.
— O Brasil tem uma grande oportunidade, com técnicas que não necessitam de grandes investimento — reforça Ribeiro.
*A coluna viajou a convite da RTC




