
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
É ainda efeito da doença de Newcastle, e não da influenza avária, a queda na exportação gaúcha de ovos. De janeiro a maio, o Estado embarcou 1,9 mil toneladas da proteína, volume 29% menor se comparado com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
José Eduardo dos Santos, presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), explica à coluna:
— Isso tudo, até agora, é impacto do Newcastle. A partir de junho, aí sim, veremos os danos com a detecção do foco de influenza aviária no Estado.
No entanto, em receita, não houve queda. O faturamento com os embarques foi de US$ 7,1 milhões, crescimento de 7% no mesmo período.
O Chile foi um dos países que mantiveram o embargo ao Rio Grande do Sul em razão da doença de Newcastle. De acordo com Santos, na última segunda-feira (9), estava marcada uma auditoria com os chilenos, que foi cancelada pelo vazio sanitário vigente após o registro de gripe aviária.
— Agora, estamos negociando a limitação da suspensão de embarques em um raio de 10 quilômetros do foco — adianta o presidente da Asgav.
Entenda
A doença de Newcastle foi registrada em uma granja comercial em Anta Gorda, no Vale do Taquari, em julho do ano passado. O Ministério da Agricultura comunicou o encerramento do foco no mesmo mês à Organização Mundial de Saúde Animal. No entanto, o impacto comercial segue, com a manutenção de embargos por alguns países importadores de produtos avícolas gaúchos.
Já o foco de gripe aviária foi detectado em maio, em Montenegro, no Vale do Caí. No momento, o Rio Grande do Sul vive o chamado período de vazio sanitário. É um intervalo de 28 dias em que, se não houver novo foco da doença, Estado e país retomam o status de zona livre da influenza H5N1 — e, consequentemente, os negócios.





