
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Foi descartada a suspeita de gripe aviária de alta patogenicidade em uma granja comercial em Anta Gorda, no Vale do Taquari. O resultado final da amostra, no entanto, segue em análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária e deve sair até sexta-feira (6).
De acordo com Rosane Collares, diretora do Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria Estadual de Agricultura, a amostra deu negativo tanto para influenza aviária de alta patogenicidade quanto para Newcastle. O que não impede, continua, que possa ter ocorrido outra doença, além do sinistro na granja — envolvendo a ruptura de caldeira e vazamento de resina.
A investigação da suspeita de gripe aviária em Anta Gorda havia sido iniciada há uma semana, após o serviço veterinário oficial ser notificado da mortalidade de aves. Como ditam as regras sanitárias, o acionamento das autoridades deve ser feito quando se chega a mortandade de 10% do total de animais no local.
Em outro vale do Estado, o Caí, no município de Montenegro, as ações de vigilância seguem com o objetivo de manter controle sobre o foco já encerrado da doença em um aviário. As barreiras sanitárias fixas, que higienizam e monitoram veículos, foram substituídas, agora, por móveis visando aumentar a área de atuação, até então restrita a um raio de 10 quilômetros.
Nas próximas duas semanas, até o dia 18 de junho, estão marcadas também vigilâncias em todas as propriedades da região. Caso o prazo de 28 dias se cumpra, ou seja, sem o aparecimento de novo foco de gripe aviária no país, o Ministério da Agricultura poderá declarar a retomada do status sanitário brasileiro de zona livre de influenza aviária ainda no dia 18 à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Outros casos no radar
Até o momento, o Painel de Influenza Aviária do Ministério da Agricultura contabiliza oito investigações em curso no país com coleta de amostra. Uma delas, no Rio Grande do Sul, em produção comercial, em Westfália.
De ativos, o Brasil possui três focos de gripe aviária, todos em aves silvestres: um em um sítio no interior de Minas Gerais, outro no zoológico de Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, e outro em um zoológico em Brasília.





