A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
A produção de erva-mate de uma propriedade em Espumoso, no norte do Estado, ganhou um toque gaseificado em uma indústria em Anta Gorda, no Vale do Taquari. O resultado dessa união começa a chegar às gôndolas dos supermercados gaúchos no formato de latinhas de refrigerante. É a Yerba Matte, bebida desenvolvida pela Ervais do Futuro, que busca explorar a matéria-prima — e o paladar do consumidor — para além do chimarrão.
A começar pelo tom dourado que o refrigerante possui — e não o tradicional verde escuro do chimarrão.
— As pessoas estão acosutmadas com o amargo do chimarrão, mas a nossa bebida é leve, adocicada. Queremos trazer uma bebida que seja universal, que todas as pessoas gostem — esclarece Natália Aguiar, engenheira florestal e uma das sócias da empresa.
A ideia da criação do produto veio de uma viagem pela Europa — e da vontade de agregar valor ao cultivo de erva-mate. Em países como a Suíça, Ilo Diehl, outro sócio da empresa, encontrou diversos refrigerantes feitos a partir de erva-mate, boa parte deles de empresas argentinas.
— Aí pensamos, por que não explorar esse mercado também? — acrescenta Natália.
O lançamento oficial será realizado nesta quarta-feira (28), em Viadutos, onde está marcada a abertura oficial da colheita de erva-mate no Estado. No entanto, as latas já estão chegando ao mercado gaúcho — em pontos de distribuição na Capital e na Região Metropolitana.
A meta da empresa é encerrar o ano com uma produção mensal de 1 milhão de latas. Para isso, está sendo construída uma indústria de processamento de folha em Espumoso. Além disso, a empresa também projeta dobrar a área com ervais nos próximos anos. Atualmente, possui 30 hectares cultivados com erva-mate no município.
Está no radar da empresa também a produção de uma versão do refrigerante zero e água saborizada de erva-mate.



