
Paris ganhou nesta quinta-feira (29) as cores de uma conquista brasileira. Com sede na capital francesa, a Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) concedeu ao Brasil o reconhecimento de zona livre de aftosa sem vacinação. O aval coroa um processo de quase 10 anos, dentro do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA). E abre a perspectiva da entrada da carne em mercados onde a imunização é uma barreira.
Entre os presentes na cerimônia estavam Gedeão Pereira, que é vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente da Federação da Agricultura do RS (Farsul), e o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado, Mauro Moreira.
— Todo o setor de carne se beneficia desse progresso. Temos que cuidar do nosso rebanho ainda mais. O mercado internacional exige quantidade, rapidez e qualidade no fornecimento dos alimentos — disse Pereira.
O presidente do CRMV-RS classificou a certificação como "um marco para a pecuária nacional", que "amplia as oportunidades de acesso a mercados internacionais".
— E reforça a importância do trabalho dos médicos veterinários no controle sanitário e na segurança da produção animal brasileira — acrescentou Moreira.
O presidente da CNA, João Martins, destacou que o novo status sanitário é resultado de uma campanha de anos e de um esforço conjunto de pecuaristas, federações, sindicatos, Estados, governos e políticas públicas voltadas para a erradicação da doença no rebanho em todo o território nacional:
— É um passo importante para a pecuária nacional e traz ainda mais responsabilidades para o setor público, privado e, principalmente, para os produtores rurais, que são os verdadeiros protagonistas desse avanço.
Durante a execução do PNEFA foram realizados estudos soroepidemiológicos que apontaram para a não circulação do vírus no país.
O Rio Grande do Sul já era livre da doença desde 2021, quando recebeu o certificado da OMSA. O Estado havia deixado de imunizar o rebanho um ano antes.

