
As estatísticas apontam o que o produtor gaúcho testemunha na prática: entre 60% e 70% de todas as perdas climáticas na atividade agropecuária são causadas pela seca. Nesse cenário, o papel mitigador da irrigação é evidenciado, aponta Eduardo Monteiro, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital e coordenador da Rede Zarc-Embrapa de Pesquisa e Desenvolvimento em Gestão de Riscos Climáticos.
Palestrante na 3ª Jornada Técnica da Rede Técnica de Cooperativas (RTC), de quarta (28) a sexta-feira (30), em Gramado, o engenheiro agrônomo pondera:
— A irrigação acaba se tornando uma tecnologia cada vez mais necessária. Infelizmente, não está disponível a todos. Uma segunda estratégia de manejo acessível, sem exceção, é o manejo aprimorado do solo.
Ou seja, o uso do plantio direto “bem conduzido”, que está alicerçado em três fundamentos. Tempo sem ou com revolvimento mínimo do solo, formação de palhada, proteção do solo e diversidade nos esquemas de rotação de culturas, de espécies.
O pesquisador foi um dos entrevistados do Campo e Lavoura, neste domingo (25), na Rádio Gaúcha.




