
Em duas frentes de ação simultâneas, entidades do setor agropecuário mapeiam perdas e traçam estratégias para iniciar a recuperação no meio rural após a catástrofe climática do Estado. Com a ajuda de imagens de satélite e da Embrapa Territorial, foi traçado um roteiro a ser percorrido pelo Programa Agro Solidário. Coordenada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS), tem a parceria de Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), Federação da Agricultura (Farsul), Associação de Criadores de Suínos (Acsurs) e de Gado Holandês (Gadolando).
O trajeto, cumprido em três dias de viagem, passou por 11 municípios. A missão foi integrada ainda pelo diretor-geral do Senar nacional, Daniel Carrara, dentro do Superação Agro RS, do Sistema CNA, que aplicará R$ 100 milhões para recuperar a atividade produtiva.
Superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli explica como se chegou ao raio de ação inicial:
— Nosso primeiro levantamento, baseado só nos primeiros 10 dias de enchente, mostrou que 16,8 mil residências no meio rural foram afetadas.
O recorte traz 109 municípios (78 em calamidade e 31 com emergência em rota). Desses, apenas 12 não registraram danos nas residências de produtores. Nos demais, ou foram cobertas pela água ou alvo de deslizamentos. Entre as necessidades emergenciais apontadas estão: alimentação dos animais (com 2 milhões de quilos de feno e silagem tendo compra emergencial), limpeza de propriedades, telemedicina (incluindo apoio psicológico), consertos e análise de solo.
— Cada região (visitada) tem uma característica de produção diferente, e todas foram afetadas — relata Condorelli.




