
Se o clima não pode ser controlado, o uso de informações meteorológicas ganha espaço como ferramenta para driblar adversidades climáticas, como falta ou excesso de chuva. Foi com essa premissa que nasceu a agtech FieldPro, com sede em São Paulo. A ideia de levar tecnologia para mapear o tempo em áreas de produção veio do administrador e mestre em Comunidades Online e Neurociências Cognitivas Ricardo Sodré. Depois de uma temporada vivendo no Canadá, onde desenvolveu projetos de software e hardware para o governo local, voltou ao Brasil. Em uma passagem pelo Paraná, percebeu na atividade agropecuária um gargalo e uma oportunidade:
– Vi que o Canadá era um país de muita precisão. E, no Brasil, havia uma carência muito forte de entendimento do clima por falta de infraestrutura.
Foi o ponto de partida para a criação da startup que fornece o suporte para a obtenção de dados agrícolas a partir de sensores instalados no campo. Cada equipamento é uma pequena estação meteorológica, com abrangência de 700 a mil hectares. São analisados pluviosidade, vento, evapotranspiração, condições do solo, entre outros. Esses dados são cruzados com os de um satélite, personalizando o padrão daquele local específico. A atualização na nuvem é feita de hora em hora.
É possível agendar manejos, recebendo alertas de condições de tempo, favoráveis ou não, no período programado.
– É o produto dialogando com o agricultor, ajudando na tomada de decisão – observa Sodré.
O sistema é para culturas de soja, milho, algodão e trigo e tem dois modelos de negócio. No Brasil, há sensores instalados no Paraná, no Mato Grosso, em São Paulo e em Goiás. Hoje, 18 profissionais atuam na empresa, 12 deles na área de programação. Com 25 investidores e aporte de R$ 10 milhões, a projeção é faturar R$ 32 milhões em 2021 e R$ 118 milhões em 2025.






