
O jornalista Fernando Soares colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Um dos principais símbolos da produção rural de Porto Alegre, o pêssego já começou a ser colhido nas propriedades da zona Sul. A safra será retirada dos pomares até janeiro de 2021 e deverá chegar a 160 toneladas na Capital, avanço de 14% em relação ao ciclo passado. Atualmente, 16 famílias realizam o cultivo, em uma área que alcança 20 hectares.
Extensionista da Emater em Porto Alegre, Luís Paulo Vieira Ramos destaca que o incremento significa a recuperação da produção após uma safra marcada pela quebra na produtividade. Em 2019, a incidência de granizo afetou os pomares.
Neste ano, o clima não deve afetar o volume de produção, mas a escassez de chuva nas últimas semanas tem feito com que a maturação de algumas variedades atrase. Com o retorno da precipitação nos últimos dias, há expectativa de que a situação se normalize.
- A safra está muito boa, pois tivemos um inverno com bastante frio e dias de sol – avalia Ramos, mencionando condições propícias para o desenvolvimento da fruta.
A produção porto-alegrense é comercializada diretamente ao consumidor final. No momento, há pontos de vendas perto das propriedades nos bairros Vila Nova, Ipanema e Restinga. Além disso, a fruta é vendida em feira no Largo Glênio Peres, no Centro, de segunda-feira a sábado, das 9h às 18h. O preço do quilo custa em torno de R$ 8,00.
Ao longo das últimas décadas, a cultura vem perdendo espaço na Capital. Na década de 1980, Porto Alegre chegou a ter 600 hectares de pessegueiros, segundo a Emater. Nos anos 2010, a área plantada caiu a 60 hectares e seguiu encolhendo, até chegar aos 20 hectares atuais.






