
Depois da longa novela, que se arrastou desde o início do governo, a Emater já tem a composição da sua diretoria para a atual gestão. O Piratini confirmou nesta quarta-feira (17) o nome de Geraldo Sandri como o novo presidente. Na diretoria administrativa estará Vanderlan Vasconselos e na técnica, Alencar Rugeri. Os nomes devem ser referendados na reunião do Conselho Técnico Administrativo do órgão, na tarde desta quarta (17).
As definições foram sendo concluídas ao longo do dia de ontem. Após reunião entre PSB e Casa Civil, veio a confirmação de que a legenda não mais indicaria a presidência da Emater . O partido, que no governo de José Ivo Sartori comandou a extinta Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, tinha a preferência e chegou a apresentar ao Piratini o nome da diretora administrativa Silvana Dalmás. Isso foi no final de janeiro.
De lá para cá, o assunto que parecia resolvido começou a se arrastar, com idas e vindas.
Na semana passada, o governo deu sinais mais claros de que a composição poderia tomar outros rumos. Na coletiva de cem dias de governo, Eduardo Leite falou na necessidade de haver transversalidade do órgão com a Secretaria da Agricultura, administrada pelo PP. O veto ao nome apontado pelo PSB seria do próprio governador.
Na reunião com a Casa Civil, ontem, ficou acertado que o PSB iria nomear o diretor administrativo da Emater. E o partido indicou Vanderlan Vasconselos, ex-prefeito de Esteio e diretor administrativo da Ceasa.
Sandri , que é funcionário de carreira do Banco do Brasil e disputou a prefeitura de São Marcos na eleição de 2016, foi referendado na manhã de quarta. Quanto à diretoria técnica, a escolha recai sobre a lista tríplice da eleição realizada entre os servidores. O mais votado foi Alencar Rugeri, que deve ser confirmado na função.
A Emater é hoje o órgão referência na assistência técnica e extensão rural a mais de 220 mil famílias do Estado. Entre os desafios que tem pela frente estão o de conseguir equilibrar as contas e o de renovar a filantropia.



