
As mudanças conduzidas a partir de decisões tomadas em diferentes edições da Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP) foram fundamentais para que houvesse uma transformação cultural em relação ao hábito de fumar. Neste sentido, o Brasil tem sido referência. Propagandas desapareceram e os espaços em que se pode acender um cigarro são cada vez mais restritos.
Na pacote de ações que buscam reduzir o consumo do produto estão incluídas iniciativas que ajudem produtores a fazer a transição para outras culturas, ficando menos dependentes da renda vinda com o cultivo do tabaco. Esse é um ponto muito importante a ser considerado no caso dos brasileiros. O país é o segundo maior produtor e o maior exportador de tabaco. A relevância econômica não pode ser ignorada – ao mesmo tempo em que não pode ser o único critério de decisão.
Mas o compromisso com as mudanças não pode ficar só na conta de alguns países. Chama a atenção, por exemplo, o fato de a Suíça, sede da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da COP8, realizada ao longo da semana, não ter homologado a assinatura ao tratado da convenção-quadro. E quem circula pelos países da Europa percebe que, por lá, o cigarro ainda é amplamente consumido (na foto, fumódromo instalado dentro da área de embarque do aeroporto de Frankfurt, na Alemanha). Se as ações dos governos não forem efetivas, as definições ficam parecendo palavras ao vento.






