
Os próximos passos para se concretizar o terminal de gás de até R$ 1 bilhão da Edge em Rio Grande incluem o detalhamento do projeto, aprovações internas na empresa e, então, começar o investimento. A partir da tomada de decisão, a ideia é operar em até 18 meses, veio contar à coluna o CEO Demétrio Magalhães. A companhia é do Compass, grupo que também controla a Sulgás.

A ideia é trazer de barco de Santos (SP) o gás natural liquefeito (GNL) e, então, distribuir por caminhão a indústrias gaúchas. A Edge já atende a CMPC, de celulose, e o setor químico, por exemplo. O executivo diz que o projeto é "modular e escalável", ou seja, pode ser ampliado conforme demanda.
O insumo é comprado de fornecedores como Estados Unidos e Catar. O fechamento do Estreito de Ormuz complica ao deixar o gás natural mais caro? Não ajuda, mas Magalhães afirma que ainda segue competitivo em relação a outros combustíveis usados pelo setor industrial, como óleo.
E a melhor parte: a estrutura gaúcha, sendo instalada, será compatível com biometano. Este gás é de matéria-prima renovável e tem sido o "queridinho" das transportadoras de cargas na transição energética das duas frotas de caminhões.
O terreno
Secretário de Desenvolvimento Econômico de Rio Grande, Vitor Magalhães conta que foi aprovada uma lei municipal para doar um terreno da prefeitura para este projeto. A área fica no distrito industrial do porto, quase em frente aos terminais da CCGL. O texto da norma fala que seria um terminal de regaseificação, que não está no plano atual da empresa.
Memorando
Um convite está sendo enviado pelo governo do Estado para assinar nesta sexta-feira (25) um protocolo de intenções.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)




