
Presidente do Banrisul, Fernando Lemos confirma que os contratos de renegociação das dívidas rurais estão travados. Isso porque a operacionalização demorou e venceu o prazo de 30 dias. Os produtores voltaram a ser considerados inadimplentes, o que impede o enquadramento. A coluna vem recebendo reclamações nos últimos dias, intensificadas aqui na Expointer. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Eugênio Zanetti, diz que está "tirando o sono" dos produtores.
Lemos espera que seja anunciada uma prorrogação para 90 dias. Ainda não se sabe se poderia vir direto do Executivo ou teria que passar pelo Congresso.
— Prorrogando ou não, tem que deixar claro o que vai fazer. O produtor precisa saber para plantar o milho e a soja. Está angustiado. A inadimplência é o câncer do crédito. Se não tratar, dá metástase. E o agro é o maior ativo do Brasil. Tem que parar de falar mal do agro, dizer que é chorão — desabafa Lemos.
O presidente do Banrisul enfatiza que há uma janela de oportunidade para que o produtor organize as finanças e aproveite uma safra que deve ser boa.
— Depois do El Niño, sempre temos boa safra. Além disso, as cotações das commodities (matérias-primas básicas, como soja) estão subindo — complementa.
Já sobre a taxa de juro Selic, acredita que cairá apenas a 13,75% ao ano mesmo em 2026, como o mercado está prevendo. Entende que não há espaço para mais sem uma reestruturação que somente se fará após a eleição, principalmente nas contas públicas.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)





