
Clientes já podem pedir ressarcimento do dinheiro que estava na Simpala Crédito, Financiamento e Investimento, financeira de Porto Alegre liquidada pelo Banco Central. Quem vai bancar, mais uma vez, é o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o "seguro" mantido pelas demais instituições financeiras. É o mesmo que pagou as indenizações de R$ 40 bilhões aos lesados pela quebra do Banco Master.
No caso da Simpala, são 22 mil pessoas e R$ 635,3 milhões. Pessoa física precisa fazer a solicitação pelo aplicativo do FGC e jurídica no site.
O ressarcimento tem um limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. A garantia cobre produtos como conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA e LCD.
Importante: o FGC não cobra taxas nem faz contato por SMS ou WhatsApp. A comunicação é apenas pelos canais oficiais do fundo. Não caia em golpe.
O Banco Central decretou a liquidação (encerrou as atividades) das empresas por identificar insuficiência financeira e "graves violações" a normas. Por nota, a Simpala disse que a decisão foi "desproporcional".
Ponto importante: o FGC não cobre consórcios e a outra instituição liquidada é a Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios. Sócio-fundador da MMT Advogados que atua na área mas não diretamente neste processo, Alexandre Martini explica que essas perdas costumam ser cobertas pelo próprio fundo comum do grupo de consórcio, patrimônio que é para estar protegido. A lógica é: o dinheiro dos consórcios não pertence à Simpala, mas aos compradores das cotas.
O liquidante definido pelo Banco Central publica edital para que outra administradora assuma os grupos, com aprovação em assembleia. No melhor cenário, uma nova gestora passa a responder pelo consórcio e tudo segue valendo. Se não houver proposta, o valor é devolvido aos participantes em parcelas mensais. Contemplados do consórcio seguem pagando normalmente. E, sim, há risco de não se recuperar tudo caso não haja dinheiro suficiente.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)

