
O mercado brasileiro, especialmente o gaúcho, e a aposta no etanol foram temas da entrevista do programa Acerto de Contas com o presidente da BYD no Brasil, Tyler Li. Ele esteve na Casa RBS, na Expointer.
Qual o plano da BYD para o Rio Grande do Sul?
Podemos fazer muitas coisas aqui. Hoje temos uma fábrica na Bahia, mas temos muitos fornecedores no Estado. Eles produzem equipamentos, como tanques de óleo, que compramos. Temos nosso parceiro Iesa e nossa rede de concessionárias presta serviços aos clientes finais. E temos a Expointer. É muito importante para a BYD estar aqui todos os anos.
E além de carros?
Também oferecemos soluções de geração de energia, por exemplo, instalando plantas de energia solar para nossos clientes. Assim, o consumidor pode carregar seu veículo com energia limpa. Temos diversos projetos no Brasil, como o monotrilho de São Paulo, produção de baterias, sistemas de armazenamento de energia, usinas solares para produção de painéis, além de veículos, motores, bancos e baterias automotivas.
O que o mercado brasileiro tem de peculiar para a BYD?
É muito importante, por isso estamos construindo uma grande fábrica fora da China. Também estamos desenvolvendo componentes aqui e criando tecnologias específicas. O Brasil usa muito etanol e, por isso, desenvolvemos um motor flex para veículos híbridos plug-in (que abastecem na tomada). Também estamos desenvolvendo alguns modelos especialmente para o Brasil, como o modelo King, depois outros mercados demonstram interesse.
O que a BYD acha do etanol?
Uma fonte de energia muito importante. Na China, temos muita experiência com tecnologia de baterias. No Brasil, queremos combiná-la com o motor a combustão. Vamos lançar vários modelos com essa tecnologia, que melhora a eficiência dos veículos híbridos e ganhará espaço entre os consumidores. O Brasil pode exportar etanol.
A alta do petróleo com a guerra no Irã favorece os elétricos?
Sim. Não apenas no Brasil, mas também em outros países. A venda de veículo elétrico está crescendo bastante. No Brasil, por exemplo, um motorista de Uber pode economizar R$ 500 por mês usando um elétrico em vez de um carro convencional.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: megaprojeto gaúcho no Ceará, novo súper, obra de hospital e atacarejo fechado
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)





