Secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Sul, Leandro Evaldt disse que buscará articular também em Brasília para que andem as investigações do governo federal sobre o "dumping" de pneus da China e de outros países da Ásia. A situação tem sido levantada pelo setor há meses e gera risco de fechamento da fábrica da Prometeon em Gravataí, como a coluna noticiou nesta sexta-feira (4).
A tentativa de Evaldt deve ocorrer via Congresso e Executivo. O secretário se reuniu com o prefeito de Gravataí, Luiz Zaffalon, que já está tentando apoio do deputado Afonso Hamm (PP), coordenador da bancada gaúcha na Câmara Federal.
Evaldt confirmou a informação da coluna de que o setor de pneus sairá em janeiro da substituição tributária. É uma antecipação da retirada do sistema que recolhe antes o ICMS e que está saindo para todos os setores. Ajuda, mas não resolve. O maior problema é nacional mesmo.
Após o tarifaço, caiu a exportação aos Estados Unidos. Mas o pior impacto tem vindo da avalanche de produtos asiáticos. A prática alegada de dumping ocorre quando o produto importado é vendido abaixo do preço de custo para desestabilizar o mercado local. A saída é sobretaxar.
A fábrica da Prometeon tem 1.360 funcionários e foi aberta há 52 anos. A produção chegou a ser paralisada em julho, pois está com 25% de ociosidade, ou seja, capacidade não usada. Na outra fábrica, em Santo André (SP), chegou a fazer "layoff", a suspensão temporária de contratos de trabalhadores.
A Prometeon foi criada a partir da Pirelli, mas hoje é uma empresa separada. Produz pneus para veículos pesados, como caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. Em 2021, chegou a investir na fábrica gaúcha quando o mercado de caminhões estava aquecido. Na ocasião, abriu mais de 200 empregos.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e João Pedro Cecchini (joao.cecchini@zerohora.com.br)

